sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O PROBLEMA DO LIVRE ARBÍTRIO

Supõe que estás na bicha de uma cantina e que, quando chegas às sobremesas, hesitas entre um pêssego e uma grande fatia de bolo de chocolate com uma cremosa cobertura de natas. Escolhes o bolo.
No dia seguinte perguntas-te: “Podia ter comido antes o pêssego” Que quer dizer isto? E será verdade?
Havia pêssegos quando estavas na bicha da cantina: e tiveste oportunidade de ter tirado antes um pêssego. Mas não é apenas isso que queres dizer. Queres dizer que podias ter tirado o pêssego em vez do bolo. Podias ter feito algo diferente daquilo que realmente fizeste. Antes de te teres decidido, estava em aberto se havias de tirar fruta ou bolo, e foi apenas a tua escolha que decidiu qual dos dois havias de comer.
Quando afirmas “podia ter comido antes o pêssego”, queres dizer que isso dependia apenas da tua escolha?
Mas isto ainda não parece suficiente: Não queres apenas dizer que, se tivesses escolhido o pêssego, teria sido isso que terias comido. Quando dizes “podia ter comido antes o pêssego”, também queres dizer que podias tê-lo escolhido – não há aqui ses nenhuns. Mas que quer isto dizer?
Não pode ser explicado fazendo notar outras ocasiões em que de facto escolheste comer fruta. O que estás a dizer é que podias ter escolhido um pêssego em vez de bolo de chocolate naquele momento, tal como as coisas realmente eram. Pensas que podias ter escolhido um pêssego mesmo que todas as restantes coisas fossem exactamente da mesma maneira até ao momento em que de facto escolheste bolo de chocolate.
Esta é uma ideia de “pode” ou “poderia” que aplicamos só às pessoas (e talvez a alguns animais). Quando dizemos “o carro podia ter chegado ao cimo da colina”, queremos dizer que o carro tinha potência suficiente para chegar ao cimo da colina se alguém o tivesse conduzido até lá.
Até ao momento em que escolhes nada determina irrevogavelmente qual será a tua escolha. Escolher o pêssego continua a ser para ti uma possibilidade em aberto até ao momento em que de facto escolhes bolo de chocolate. A tua escolha não está determinada à partida.
Algumas coisas que acontecem estão determinadas à partida. Por exemplo, parece estar determinado à partida que o Sol se levantará amanhã a uma certa hora. O Sol não se levantar amanhã e continuar a noite não é uma possibilidade em aberto. Tal não é possível porque apenas poderia acontecer se a Terra parasse de rodar, ou se o Sol deixasse de existir, e não se passa nada na nossa galáxia que pudesse fazer com que qualquer destas coisas acontecesse. Se não existir qualquer possibilidade de a Terra parar ou de o Sol não estar lá, não há qualquer possibilidade de o Sol não se levantar amanhã.
O que queres dizer é que não havia processos ou forças a operarem antes de fazeres a tua escolha que tenham tornado inevitável o facto de teres escolhido bolo de chocolate.
Se, na verdade, estivesse realmente determinado à partida que irias escolher comer bolo, como podia simultaneamente ser verdade que podias ter escolhido comer fruta? A verdade é que nada te teria impedido de comer um pêssego se o tivesses escolhido em vez do bolo. Mas estes ses não são o mesmo que dizer apenas que podias ter escolhido um pêssego. Não poderias tê-lo escolhido a não ser que a possibilidade continuasse aberta até a fechares com a tua escolha do bolo.
Algumas pessoas pensam que nunca é possível fazermos qualquer coisa diferente daquilo que de facto fazemos neste sentido absoluto. Reconhecem que aquilo que fazemos depende das nossas escolhas, decisões e desejos e que fazemos escolhas diferentes em circunstâncias diferentes. Mas afirmam que, em cada caso, as circunstâncias que existem antes de agirmos determinam as nossas acções e tornam-nas inevitáveis. O total das experiências, desejos e conhecimentos de uma pessoa, a sua constituição hereditária, as circunstâncias sociais e a natureza da escolha com que a pessoa se defronta, em conjunto com outros factores dos quais pode não ter conhecimento, combinam-se todos para fazerem com que uma acção particular seja inevitável nessas circunstâncias.
A ideia não consiste em que podemos conhecer todas as leis do universo e usá-las para prevermos o que irá acontecer. Em primeiro lugar, não podemos conhecer todas as circunstâncias complexas que afectam uma escolha humana. Em segundo lugar, mesmo quando chegamos a saber alguma coisa acerca dessas circunstâncias e tentamos fazer uma previsão, isso já é uma alteração nas circunstâncias, o que pode alterar o resultado previsto. Mas a previsibilidade não é o que está em questão.
A hipótese é que existem leis da natureza, tal como aquelas que governam o movimento dos planetas, que governam tudo o que acontece no mundo.
Se isso é verdade, então mesmo quando estavas a decidir que sobremesa irias comer já estavas determinado pelos muito factores que operavam sobre ti e em ti que irias escolher o bolo, Não poderias ter escolhido o pêssego, apesar de pensares que podias fazê-lo: o processo de decisão é apenas a realização do resultado determinado no interior da tua mente.
Se o determinismo é verdadeiro para tudo o que acontece, já estava determinado antes de nasceres que havias de escolher o bolo. A tua escolha foi determinada pela situação imediatamente anterior, e essa situação foi determinada pela situação anterior a ela, e assim sucessivamente, até ao momento em que quiseres recuar.
Mesmo que o determinismo não seja verdadeiro para tudo o que acontece – mesmo que algumas coisas aconteçam simplesmente, sem serem determinadas por causas que já existiam – continuaria a ser significativo se tudo aquilo que fizemos estivesse determinado antes de o fazermos.
Algumas pessoas pensam que, se o determinismo é verdadeiro, ninguém pode ser razoavelmente elogiado ou condenado por nada, tal como a chuva não pode ser elogiada ou condenada por cair. Outras pessoas pensam que continua a fazer sentido elogiar as boas acções e condenar as más, ainda que elas sejam inevitáveis. Afinal de contas, o facto de alguém estar determinado à partida a comportar-se mal não quer dizer que não se tenha comportado mal. Se rouba os teus discos, isso revela falta de consideração e desonestidade, quer tenha sido determinado, quer não. Alem do mais, se não o condenarmos, ou talvez até se não o castigarmos, voltará, provavelmente a fazê-lo.
Por outro lado, se pensarmos que aquilo que fez estava determinado à partida, isso parece-se mais com o castigo de um cão que roeu o tapete. Não quer dizer que o consideramos responsável por aquilo que fez: estamos apenas a tentar influenciar o seu comportamento no futuro. Por mim, não penso que faça sentido condenar alguém por algo que lhe era impossível não fazer.
Muitos cientistas acreditam hoje que o determinismo não é verdadeiro para as partículas básicas da matéria. – que numa dada situação existe mais de uma coisa que um electrão pode fazer. Se o determinismo também não for verdadeiro para as acções humanas, talvez isso deixe algum espaço para o livre arbítrio e para a responsabilidade. E se as acções humanas, ou pelo menos algumas de entre elas, não estiverem determinadas à partida?
Mas o problema reside em que, se a acção não estava determinada à partida pelos teus desejos, crenças e personalidade, entre outras coisas, parece que foi apenas algo que aconteceu, sem qualquer explicação. Mas, nesse caso, como pode ter sido algo feito por ti?
A acção livre limita-se a ser uma característica básica do mundo e não pode ser analisada. Há uma diferença entre algo que aconteceu, sem uma causa, e uma acção que se limita a ser realizada, sem uma causa.
Portanto, talvez o sentimento de que podias ter escolhido um pêssego em vez de uma fatia de bolo seja uma ilusão filosófica, que não podia ser correcta, fosse qual fosse o caso.
NAGEL, Thomas, Que Quer Dizer Tudo Isto? – uma iniciação à filosofia, 2ª edição, 2007. Lisboa: Gradiva, pp. 46-55

Para a semana vamos iniciar o estudo do problema do livre-arbítrio. Imaginas que eras esse personagem do texto que escolheu bolo de chocolate. Podias mesmo ter escolhido pêssego? Serão os seres humanos dotados de livre-arbítrio? Deixa a tua resposta na caixa dos comentários.

24 comentários:

Carlos Miguel Tomás Nº7 10ºC disse...

Como mostra no texto, somos livres até um certo ponto, visto que na cantina, a personagem era livre de escolher uma sobremesa, mas uma sobremesa de um grupo muito restrito. Só podia escolher ou bolo de chocolate ou pessego, mesmo que lhe apetecesse por exemplo gelatina, só poderia escolher dentro destas duas hipoteses...

Somos Livre até um certo ponto, não somos completamente livre, há restrições na vida...

Tiago Tojal disse...

Acho que a personagem do texto poderia ter escolhido qualquer que fosse das sobremesas...é claro entre pêssego ou bolo de chocolate. Mas qualquer que fosse a escolha essa personagem iria ficar sempre a pensar que poderia ter escolhido a outra escolha.
Somos livres em certas escolhas mas noutras já nao somos.Depende das escolhas que se tenham que fazer.

Roxanne, 10ºC, nº19 disse...

Todos somos livres, todos temos liberdade, mas.. como diz o ditado, 'A tua liberdade acaba onde começa a minha'. Não somos livres nem sempre, nem em tudo. Com o exemplo do texto: a personagem era livre de escolher, pois tinha duas sobremesas diferentes, o pêssego e o bolo de chocolate, mas a sua liberdade tinha limitações, pois só podia escolher entre aquelas duas e não o que lhe apetecesse. Nós podemos escolher, tomar decisões e etc.. Mas há sempre algo que nos limita a liberdade de escolha...

Inês Mouta 1ºD nº11 disse...

Na minha opiniao todos temos dirieto a ter livre arbitrio mas sempre tendon em conta que onde começa a liberdade dos outros acaba a nossa acaba.

A personagem do texto poderia ter escolhido o pessego em vez do bolo, mas se quisesse amoras nao o poderia escolher pq nao estava no leque de ofertas da cantina, ou seja, a cantina teve liberdade de escolher qantas e quais sobremessas queria colocar para consumo.

Márcia Fernandes disse...

Neste texto a personagem tinha à escolha entre o pêssego e o bolo de chocolate, mas decidiu optar pelo bolo de chocolate. No dia seguinte pensou sobre o que fez e achou que poderia ter feito uma má escolha, sendo assim somos livres até um certo ponto, apartir daí já não somos mais livres.

Márcia Fernandes Nº15 10ºB

Anónimo disse...

Sim, podia ter escolhido o pêssego, se fosse essa a sobremesa que eu mais gostasse. No entanto, eu poderia ter escolhido o pêssego, mesmo que gostasse mais do bolo, pois poderia ter algum algum desejo que me levasse a escolher o pêssego, ao invés do bolo. Por exemplo, se eu quisesse emagrecer, para ser mais saudável, escolheria o pêssego, mesmo gostando mais do bolo, porque sei que o pêssego não tem tantas calorias e é mais saudável que o bolo. No entanto, se que quisesse uma maçã, já não a poderia escolher, porque apenas tinha à minha disposição o bolo e o pêssego. Logo, eu poderia ter escolhido o pêssego, mas não poderia ter escolhido mais nada para além das sobremesas que me eram oferecidas. Concluo, portanto que, todos nós temos livre arbítrio, apesar de existirem certas restrições nas nossas escolhas..

Sara Fernandes n.º20 10.ºC

José Alexandre Teixeira disse...

A personagem podia ter escolhido o pêssego, só pelo simples facto de achar que se estava determinado a escolher o bolo,para contrariar, escolheria o pêssego, neste caso iria estar determinado escolher o pêssego.
Quer gostasse mais do bolo ou não,a personagem também sabe que o pêssego é melhor para a sua saúde, comparativamente com o bolo.
Mas se o caso fosse contrair o que estava pré-destinado, nós não teríamos livre arbítrio, apesar de querermos escolher o bolo, tínhamos obrigatoriamente de escolher o pêssego, e escolhendo o pêssego é porque isso já estava determinado. Logo, não temos livre arbítrio neste caso.

-José Alexandre Teixeira nº11 10ºC

Cristiana / nº7 / 10ºA disse...

Acho que sim, acho que neste caso a pessoa foi movida pelo seu próprio gosto, daí que o conjunto de experiências vividas até esse momento a fizeram escolher o bolo, e por isso num outro dia, com vivências diferentes e em circunstâncias diferentes, acho que poderia ter escolhido pêssego. O livre arbítrio é uma característica bastante específica dos seres humanos, mas é também muito relativa. Como refere o texto cada decisão que fazemos já é por si só determinada através de diversos factores, como os genes, a predisposição, o estado de espírito da pessoa nesse dia, os próprios gostos da pessoa (que normalmente não estão relacionados com o espírito de cada dia), etc. Este último, quer dizer que mesmo que estejamos tristes num dia os gostos falam mais alto e acabamos sempre por escolher o que mais gostamos, contudo mostramos indiferença na escolha. Articulando com o tema do egoísmo psicológico, até aqui estamos a ser egoístas, pois mesmo estando vulneráveis, se tivermos liberdade de escolha escolhemos o que mais nos favorece, o que mais gostamos.
O livre arbítrio acontece inúmeras vezes num único dia de uma pessoa. Defrontamo-nos todos os dias com decisões por mais singelas que sejam, desde reflectir qual a profissão a seguir na vida à escolha entre fazer um pudim ou uma mousse. Essa “liberdade de escolha/decisão” é muitas vezes determinada, é por isso que se perguntássemos a uma pessoa mais chegada se iríamos escolher uma coisa ou outra ela muito provavelmente saberia responder, isto porque nos conhece, sabe a nossa personalidade, os nossos gostos e até as semelhanças entre ela. O livre arbítrio é muitas vezes influenciado pelos nossos preconceitos, as ideias pré-concebidas, e as nossas opiniões em debater certos assuntos (como o voto, na área da política).
E é isto…!

Marco Martins 10ºB Nº16 disse...

Por vezes no dia a dia temos que fazer as nossas próprias escolhas que ás vezes arrepende-mo-nos por isso e que antes de dizer alguma conclusão temos de pensar bem no assunto.

Júlia 10ºA nº14 disse...

O nosso livre-arbítrio está condicionado.
No nosso quotidiano confrontamo-nos com muitas ocasiões em que temos de optar por A ou B; provavelmente, como diz o texto, a nossa opção já está determinada pois ao longo da nossa vida fomos influenciados por diversos factores que nos levaram a preferir A ou a odiar B ou até mesmo a preferir o que menos gostamos para nosso bem ou de outro.
Mesmo que no momento de decisão entre o bolo e a fruta alguém tivesse optado por mim, isso já estaria determinado.
Até mesmo as coisas que aparentemente ocorrem sem causa estão já determinadas.
Eu creio que escassas acções humanas são dotadas de livre-arbítrio.
No entanto acredito que nem tudo está predestinado a acontecer: uma pequena escolha pode mudar o rumo do mundo inteiro.

Anónimo disse...

Neste caso a personagem tinha várias escolhas , na qual ficou indecisa. Mas nem sempre é assim, por vezes nao temos a oportunidade de escolher , isto depende da liberdade que tivemos a escolher ou a fazer algo. Claro que se tivermos varias escolhas e se tivermos liberdade para escolher a que quisermos vai ser dificil pois todas nos conveem e nao sabemos ao certo qual escolher, foi o caso da personagem. Por vezes no fim de termos escolhido algo ficamos a pensar porque que escolhemos isto e nao aquilo.

Tudo na vida tem limites, a liberdade tambem tem, e nao devemos ultrapassa-la
ana cruz nº1 10ºc

Luís Ramos disse...

Nós somos livres de escolher determinadas coisas, como a personagem do texto. Naquele caso a personagem só podia escolher uma ou outra sobremesa, mesmo que lhe apetecesse outra sobremesa diferente.
Para mim nós somos livres até um certo limite, porque há certos contra-tempos na vida que nos impedem de sermos livres...

Bruno Francisco Lima Nº4 10ºC disse...

Eu penso que nem sempre temos livre arbítrio. No exemplo do texto,a personagem escolheu comer bolo em vez de pêssego, mas será que se tivesse mais opções teria escolhido comer na mesma o bolo?
Em algumas ocasiões, podemos escolher o que fazer,ou (pegando no exemplo do texto) o que comer, mas noutras situações isso não acontece. Se a uma pessoa lhe apetecer um bife, ela pode ir comprá-lo, mas será que se essa pessoa fosse muito rica lhe iria apetecer um bife? Ou se fosse pobre e se morasse noutra sitio iria comprar na mesma o bife?

Em resumo, eu penso que na maioria das situações não existe livre arbítrio, e que as nossas acções são condicionadas por diversos factores.

Nuno nº14 10ºC disse...

Sim, porque aquilo que fazemos depende das nossas escolhas, decisões e desejos e que fazemos escolhas diferentes em circunstâncias diferentes. Se me está a apetecer um pêssego, seguindo o meu desejo, escolho o pêssego. Se me quero o bolo, opto pelo bolo. Mas, se eu preferir outra sobremesa (morangos por exemplo), estou limitado ao bolo e ao pêssego, não podendo decidir escolher morangos. Assim, podemos afirmar que, em cada caso, as circunstâncias que existem antes de agirmos limitam as nossas acções. Então, conclui-se que o ser humano não é totalmente livre, pois a sua liberdade de escolha é limitada até um certo ponto.

Paula Nº15 10ºC disse...

Neste texto a personagem era livre de escolher qualquer tipo de sobremesa, neste caso entre o pêssego e o bolo de chocolate e, mesmo que quisesse outro tipo de sobremesa só poderia escolher entre uma das duas sobremesas referidas anteriormente. A personagem poderia ter escolhido o pêssego se fosse essa a sobremesa que mais desejasse.Nem em todas as situações há livre arbítrio, depende tudo dos nossos desejos e decisões. Concluo assim, que nós não somos totalmente livres haverá sempre algumas limitações.

Ricardo Silva Nº18 10ºC disse...

O texto dá-nos a percepção de como nós, a maior parte das vezes, estamos condicionados nas escolhas que fazemos. Pois por uma simples condição nos leva à nossa escolha.
O problema do livre arbítrio é uma das grandes questões que constam na minha cabeça pois parece que tudo o que faço é condicionado mesmo que seja por uma razão imoral.

A minha liberdade acaba onde começa a do outro..

Tatiana disse...

Sim, poderia ter escolhido o pêssego se, no momento da escolha me apetece-se mais comer pêssego do que bolo, mas se me apetece-se mais comer bolo também poderia escolher o pêssego em vez de aquilo que mais me apetecesse, neste caso, o bolo, por uma questão de saúde, porque até sabia que o pêssego era mais saudável do que o bolo, e faria menos mal a saúde. Mas se em vez de escolher o pêssego, preferisse uma laranja por pensar que ainda é mais saudável do que o pêssego, não poderia escolher laranja uma vez que não a teria, à minha disposição, pois só tinha duas hipóteses para a sobremesa: ou bolo, ou pêssego, e por isso não teria a hipótese de poder escolher a laranja.
Logo, a meu ver todos os seres humanos têm liberdade até um certo ponto, pois a partir desse ponto poderá ser impossível termos outras hipóteses para escolher. Por exemplo, neste caso, todos os alunos seriam livres de escolher a sobremesa que preferissem, mas a sua liberdade só poderia ter três hipóteses: ou comiam pêssego, ou comiam bolo, ou não comiam nenhuma das duas sobremesas, ou seja os alunos tinham a liberdade de escolher o que queriam para sobremesa de entre as hipóteses existentes, mas não teriam a liberdade de escolher uma sobremesa que não estivesse ao seu dispor, por exemplo laranja.

Tatiana Raquel Pereira nº22...10ºC

Carolina Silva nº8 10ºC disse...

Nós somos livres de escolhermos o que queremos comer ou não, de fazer certas coisas desde que isso esteja dentro da lei podemos fazer o que quisermos. E aí está, podia ter escolhido o pêssego, mas preferi o bolo. Isso implica com o
nosso libre abítri: escolher o que queremos...

marcia disse...

Sim , podia ter escolhido o pêssego, visto que , ainda havia a possibilidade de escolha, havendo ambas as sobremesas.
Naquele dia tinha sido estipulado que as duas sobremesas á escolha seriam o pêssego ou o bolo, e cada um tinha a liberdade para escolher uma destas.

Nº13 10ºC

Anónimo disse...

No texto mostra que somos livres até a um certo ponto, na verdade a liberdade por completo não existe, por exemplo na cantina somos livres de escolher entre as sobremesas que já nos são impostas ou seja não podia-mos escolher o que nós na realidade queremos.Como em todo na vida existem regras.
Carolina Almeida nº9 10ºc

Sara Oliveira, 10ºC, nº21 disse...

No texto, a personagem tinha duas escolhas-pessego ou uma fatia de bolo de chocolate.
Ela escolheu a fatia do bolo, mas tambem poderia escolher pessego. A personagem foi livre de escolher, mas nem sempre é assim. Muitas das nossas escolhas são feitas pelos gostos que temos e muitas das vezes não temos libedade de escolher.
Somos condicionados por diversos factores.

Carla Duarte disse...

Na minha opinião poderia ter escolhido o pêssego no entanto houve uma coisa que me puxou para comer o bolo de chocolate pois tinha melhor aspecto e sabia que o bolo sabia melhor. Como diz no texto temos livre arbítrio somente até a um certo ponto pois nos poderíamos escolher qualquer que fosse a sobremesa mas somente das hipóteses que nos davam se quiséssemos outra sobremesa já não a poderíamos comer.
O nosso livre arbítrio encontra-se condicionado pois a nossa liberdade acaba quando começa a liberdade dos outros. em relação ao texto o livre arbítrio da personagem estava condicionado pelo facto desta só poder escolher entre duas sobremesas.

Anónimo disse...

Temos livre-arbítrio até a um certo ponto, há sempre algumas restrições nas nossas escolhas.
De acordo com o texto temos a oportunidade de escolher entre o bolo de chocolate e o pêssego...mas as nossas escolhas dependem, não só dos nossos desejos, mas também das nossas crenças.

Por exemplo...
Tenho o desejo de comer o bolo de chocolate, porque sabe bem e tem bom aspecto...

Mas posso ter a crença de comer o pêssego, pois sei que tem menos calorias e faz melhor à saúde...

Mesmo assim poderia ter o desejo de comer cerejas, mas neste caso não havia, logo, não poderia comer...

Por isso, temos livre-arbítrio só de um certo modo! Nem sempre o temos, e quando temos não é de total maneira, isto é, temos liberdade de fazer escolhas, mas temos um limite, restrições...

Maria Corujo nº24 10ºC

Anónimo disse...

em relação ao texto somos livres e ao mesmo tempo não somos. temos a liberdade de escolher, mas só entre as hipóteses que nos dão.

Ana Rita Almeida nº2 10ºC