domingo, 4 de março de 2012

A ética de John Stuart Mill

1. O princípio da maior felicidade

O utilitarismo é um tipo de ética consequencialista. O seu princípio básico, conhecido como o Princípio da Utilidade ou da Maior Felicidade, é o seguinte: a acção moralmente certa é aquela que maximiza a felicidade para o maior número. E deve fazê-lo de uma forma imparcial: a tua felicidade não conta mais do que a felicidade de qualquer outra pessoa. Saber por quem se distribui a felicidade é indiferente. O que realmente conta e não é indiferente é saber se uma determinada acção maximiza a felicidade. Saber se a avaliação moral de uma acção a partir do Princípio da Maior Felicidade depende das consequências que de facto tem ou das consequências esperadas é um aspecto da ética de Mill que permanece em aberto.
Apesar de haver pessoas que não o aceitam, o princípio básico dos utilitaristas é hoje central nas disputas morais. Mas há cento e cinquenta anos foi uma ideia revolucionária. Pela primeira vez, filósofos defendiam que a moralidade não dependia de Deus nem de regras abstractas. A felicidade do maior número é tudo o que se deve perseguir com a ajuda da experiência. Isto explica que os utilitaristas tenham sido reformadores sociais empenhados em mudanças como a abolição da escravatura, a igualdade entre homens e mulheres e o direito de voto para todos, independentemente de deterem ou não propriedade.

2. O que é a felicidade?

Mill tem uma perspectiva hedonista de felicidade. Segundo esta perspectiva, a felicidade consiste no prazer e na ausência de dor. O prazer pode ser mais ou menos intenso e mais ou menos duradouro. Mas a novidade de Mill está em dizer que há prazeres superiores e inferiores, o que significa que há prazeres intrinsecamente melhores do que outros. Mas o que quer isto dizer? Simplesmente que há prazeres que têm mais valor do que outros devido à sua natureza. Mill defende que os tipos de prazer que têm mais valor são os prazeres do pensamento, sentimento e imaginação; tais prazeres resultam da experiência de apreciar a beleza, a verdade, o amor, a liberdade, o conhecimento, a criação artística. Qualquer prazer destes terá mais valor e fará as pessoas mais felizes do que a maior quantidade imaginável de prazeres inferiores. Quais são os prazeres inferiores? Os prazeres ligados às necessidades físicas, como beber, comer e sexo.
Diz-se que o hedonismo de Mill é sofisticado por ter em conta a qualidade dos prazeres na promoção da felicidade para o maior número; a consequência disso é deixar em segundo plano a ideia de que o prazer é algo que tem uma quantidade que se pode medir meramente em termos de duração e intensidade. É a qualidade do prazer que é relevante e decisiva. Daí Mill dizer que é preferível ser um "Sócrates insatisfeito a um tolo satisfeito". Sócrates é capaz de prazeres elevados e prazeres baixos e escolheu os primeiros; o tolo só é capaz de prazeres baixos e está limitado a uma vida sem qualidade. Mas será que é realmente preferível ser um "Sócrates insatisfeito"? Mill afirma que, se fizéssemos a pergunta às pessoas com experiência destes dois tipos de prazer, elas responderiam que os prazeres elevados produzem mais felicidade que os prazeres baixos. Todas fariam a escolha de Sócrates.
Há filósofos que consideram a distinção entre prazeres inferiores e superiores incompatível com o hedonismo. Se, como afirma o hedonismo, uma experiência vale mais do que outra apenas em virtude de ser mais aprazível, ao aumentarmos progressivamente a aprazibilidade do prazer inferior, chegaremos a um ponto em que este pesará mais do que um prazer superior na balança dos prazeres; e nesse caso, se quisermos manter o hedonismo, a distinção entre prazeres inferiores e superiores deixará de fazer sentido e terá de ser abandonada. Convido-te a imaginar que resposta poderá ser dada a esta objecção em defesa da ética de Mill.

3. A defesa de Mill do princípio da maior felicidade

A prova de Mill do Princípio da Maior Felicidade consiste num argumento que parte da analogia entre visibilidade e desiderabilidade. Podemos reconstruí-lo da seguinte maneira:
  1. Ver uma coisa prova que ela é visível.
  2. Logo, desejar uma coisa prova que ela é desejável.
A seguir a esta conclusão afirma-se:
  1. A única coisa que cada pessoa deseja como fim último é a sua própria felicidade.
  2. Logo, a única coisa que é desejável como fim último para cada pessoa é a sua própria felicidade.
Da conclusão afirmada em 4 resulta uma outra:
  1. Logo, cada pessoa deve realizar as acções que promovem a maior felicidade.
Que avaliação podemos fazer deste argumento? Desde logo, é provável que vejas o seguinte problema: 1 não é uma razão para aceitar 2; se podes ver uma coisa, isso significa que ela é visível; mas se podes desejar uma coisa, isso não significa que ela seja desejável, isto é, que deva ser desejada. Por que razão a analogia não resulta? Porque o conceito de visibilidade é um conceito descritivo enquanto o conceito de desiderabilidade é um conceito normativo.
Vejamos agora a premissa 3. Trata-se de uma premissa falsa ou pelo menos bastante duvidosa. Dizer que a felicidade é o fim último de cada pessoa significa que tudo o que as pessoas desejam é um meio para assegurar esse fim. Se desejares que as crianças sujeitas a maus-tratos recebam amor e protecção, Mill diz que queres isto como um meio para assegurar a tua felicidade. Mas a verdade é que o bem-estar dos outros tem uma importância que não depende da importância que dás à tua felicidade. Como ninguém pode negar que muitas pessoas têm preferências deste tipo, a premissa 3 é falsa. Por outro lado, pessoas deprimidas parecem por vezes não desejar a sua própria felicidade.
E o que dizer do raciocínio que conclui 4 a partir de 3? Se reparares bem, verás que é o mesmo tipo de raciocínio que conclui 2 a partir de 1. Logo, o problema que levanta é o mesmo. Do facto de desejares como fim último a tua própria felicidade não se segue que a coisa mais desejável para ti é veres os teus desejos satisfeitos. Isso depende do tipo de desejos que tens. Se tiveres desejos violentos, o melhor para ti é abandoná-los.
De qualquer modo, imagina que 4 é verdadeira. Será que daí se pode concluir 5? Mesmo que a tua felicidade seja a coisa mais desejável para ti, isso não implica que deves maximizar a felicidade geral. Em certas circunstâncias, a felicidade dos outros exige que sacrifiques a tua felicidade, e não que a persigas. Acresce que 5 parece contradizer 3. Ao dizer de maneira descritiva, e não normativa, que cada um deseja apenas a sua felicidade, 3 exprime um egoísmo psicológico; e nesse caso, como os seres humanos de facto apenas podem desejar a sua própria felicidade, segue-se que não lhes é possível ter como fim a felicidade geral. Logo, se de todo não podem ter como fim a felicidade geral, é absurdo dizer que o fim último é maximizar a felicidade geral.
Há filósofos que vêem uma maneira de defender o argumento de Mill deste ataque devastador. O erro de deduzir que uma coisa é desejável a partir do facto de ser desejada é demasiado elementar para ser o que realmente está em jogo no argumento. Para eles, Mill simplesmente consultou os nossos desejos para ver que coisas são desejáveis. O facto de haver homens que desejam acima de tudo a felicidade e não vêem nisso nada de errado é apenas um indício a favor da ideia de que a felicidade é desejável como fim último. Nada mais. Assim, Mill teria o objectivo mais modesto de apresentar uma boa razão a favor do Princípio da Maior Felicidade, e não uma prova que o garantisse.

4. Algumas objecções

As objecções que irás considerar têm uma estratégia em comum. A ideia é partir dos juízos que fazes acerca de casos particulares. Se esses juízos afirmam que uma acção é errada e a ética de Mill implica que é certa, terás indícios para defender que a teoria é falsa.

A objecção da máquina de experiências

Esta objecção foi formulada pelo filósofo Robert Nozick. Imagina que tens à tua disposição um computador capaz de te fornecer todas as experiências que mais desejas. Passarás a ser uma pessoa absolutamente feliz e não alguém que ora sente alegria e entusiasmo pela vida, ora tristeza e tédio. A tua felicidade não terá interrupções. Mas tens de escolher entre ligar-te à máquina de experiências ou prosseguir a vida que já tens. Lembra-te que, se o fizeres, poderás viver a ilusão de seres, por exemplo, um ídolo pop, um revolucionário que transforma o mundo num lugar perfeito ou até um jogador de futebol milionário, informado e com gosto. Qual é a tua escolha?
Se o utilitarismo de Mill for verdadeiro, a escolha certa é estabelecer a ligação à máquina. Mas muito provavelmente não vais ser capaz de esquecer o valor que tem o facto de viveres uma vida real e dar o salto para a doce ilusão. Parece claro que fazer certas coisas tem valor para além do sentimento de felicidade que produz em ti. Não queres perder a autonomia e a realidade de fazer as coisas. Isto é eticamente crucial e está acima da felicidade.

A objecção da justiça

Um crime horrível ocorreu numa cidade. O chefe da polícia descobriu que o assassino está morto. Todavia, ninguém acreditará nele caso apresente os indícios conclusivos que tem em sua posse. O estado de pânico na cidade é incontrolável. Rapidamente um suspeito terá de ser julgado e condenado. Se tal não acontecer, revoltas semearão o caos e a violência. Haverá certamente mortos e feridos.
Estava o angustiado chefe da polícia a pensar no caso e eis que entra no seu gabinete um desconhecido que lhe diz vaguear pela cidade e não ter relações ou amizades que o prendam ao mundo. O chefe da polícia tem de repente a solução para o caso. Por que não prender o vagabundo solitário e manipular as provas de maneira a que ele seja julgado, condenado e executado, uma vez que a lei estabelece a pena de morte para casos do género? Ninguém saberá o que de facto se passou. Se for esta a opção, morrerá uma pessoa mas a vida e o bem-estar de outras serão preservados. A consequência será claramente mais felicidade para o maior número. Ora, se o utilitarismo for verdadeiro, esta é a opção certa. Mas será esta a opção justa? Não haverá aqui um conflito muito sério entre o padrão utilitarista e o valor da justiça? Se para ti o valor da justiça é mais importante que o Princípio da Maior Felicidade, verás nesta história uma razão para rejeitar o utilitarismo de Mill.

A objecção da integridade

Esta objecção foi formulada por Bernard Williams, um importante filósofo moral. As histórias em que se baseia poderiam passar-se contigo. Os dilemas que elas apresentam são genuínos e não deixam pessoa alguma indiferente.
George fez um doutoramento em química mas não tem emprego. A sua saúde frágil limita as opções de trabalho. Tem dois filhos. É o trabalho da sua mulher que garante a subsistência de uma família que vive dificuldades e tensões. Os filhos ressentem-se de tudo isto e tomar conta deles tornou-se um problema. Mas um dia um químico mais velho propõe-lhe um emprego num laboratório que faz investigação em guerra química e biológica. George é contra este tipo de guerra. Já a sua mulher nada vê de incorrecto na investigação em questão. Quer aceite quer não, a investigação prosseguirá. George não é realmente necessário.
Os acasos de uma expedição botânica atiram Jim para o centro de uma aldeia sul-americana. De repente, vê à sua frente uma série de homens atados e alinhados contra uma parede. Estão prestes a ser fuzilados. Mas tudo dependerá de Jim. Por cortesia, o capitão que comanda as operações concede a Jim o privilégio de matar um dos índios. Se o fizer os outros serão libertados. Se recusar a proposta, todos os índios morrerão.
Segundo a teoria moral de Mill, George deve aceitar o emprego e Jim deve matar o índio. Não se trata apenas de dizer que nada há de errado nisso, mas de afirmar que essas são as opções correctas. E óbvias. Mas será que são realmente correctas e óbvias? Serão as considerações utilitaristas as únicas relevantes para tratar destes casos? Se a tua resposta for não, é porque te sentes especialmente responsável não só pelo que és, mas também pelo que deves ser, pelo tipo de pessoa que deves ser. E nesse caso é a tua integridade que está em jogo. Se admitires que uma teoria ética não pode limitar-se a ponderar consequências e terá de incluir considerações sobre o tipo de pessoa que devemos ser, o utilitarismo de Mill é claramente insatisfatório.

Conclusão

Estas e outras objecções obrigaram o utilitarismo a modificações significativas. Depois de século e meio de debate, o utilitarismo é hoje uma teoria mais sofisticada. Apesar de recusado por muitos, continua a ser influente e indispensável nas disputas morais. Também tu terás de tomar posição e avaliar os méritos e problemas da teoria. Considera de seguida alguns dos méritos apontados à teoria.

Simplicidade

Curiosamente, alguns filósofos vêem no utilitarismo a simplicidade indispensável para tratar de casos complexos. Se pensares em problemas como o da Palestina, verás que a sua discussão política apela a conceitos morais como os de "dever", "direitos", "obrigações" e "culpa" e faz juízos morais sobre o carácter das pessoas, o que é sempre delicado. Ao ignorar as complicações que daqui resultam, o utilitarismo pode olhar para o futuro e perguntar simplesmente: Que opções são realizáveis? Para cada uma das opções realizáveis, quantas pessoas beneficiarão e quantas sofrerão? E quanto? Não é que as respostas a estas questões sejam fáceis. Todavia, é inegável que as questões são simples e claras.

Naturalismo

Direitos humanos, regras absolutas, mandamentos divinos, princípios abstractos podem ser centrais para muitas pessoas, mas os problemas de saber o que são realmente e que conexão têm com as nossas vidas são difíceis. Ora, o prazer e a dor que estão na base do utilitarismo são, por contraste, bem reais na nossa vida. Ninguém parece ter dúvidas acerca disso. Daí que o utilitarista perante perguntas do género "A moralidade é acerca de quê?", "Tem alguma coisa a ver com o mundo?", responda tranquilamente que é acerca do prazer e como alcançá-lo e acerca da dor e como evitá-la.

Pesar o prazer e a dor

Como o utilitarismo tem de pesar as boas e as más consequências umas em relação às outras e essa avaliação pode depender de detalhes subtis, poucas são as regras gerais que ele aprova. Regras como "Não mates", "Não mintas" ou "Cumpre promessas" até podem aplicar-se em muitos casos, mas por vezes são maneiras de fugir às questões e de evitar pensar seriamente sobre elas. Quebrar promessas ou matar ocasionalmente pode parecer geralmente repulsivo, mas há alguns casos em que parece intuitivamente correcto quebrar promessas ou matar.
O utilitarista defende que a única coisa valiosa é estados mentais de felicidade, e que a acção correcta é aquela que faz pender a balança do prazer e da dor para o lado do prazer. Desse modo, não há lugar para conflitos de valor no seu interior e tomar decisões morais parece mais simples.
Faustino Vaz
in www.criticanarede.com

TAREFA
O que mostra a objecção da máquina de experiências?

21 comentários:

Fábio Martins disse...

A objeção da máquina de experiência quer mostrar-nos que uma vida constituida por experiências ilusórias, ainda que apraziveis, não tem tanto valor como uma vida normal. Se nos ligássemos à máquina seriamos pessoas sem identidade, sem caracteristicas psicológicas. Ligarmo-nos à m
aquina limitanos a uma realidade feita pelo homem.

Fábio Laranjeira Nº11 10ºD

Anónimo disse...

A objecção da máquina de experiência pretende mostrar que se optarmos por nos ligarmos á máquina temos que ter em conta que é uma ilusão, podemos estar felizes mas não é realidade, mas já se prosseguir com a vida que já tenho sei que é real apesar de as coisas não serem axactamente como pretendia. Se nos ligássemos á máquina não teriamos vida própria, seriamos, estaríamos apenas a iludirmo-nos de coisas que não são reais !

Sónia Ribeiro 10ºD Nº25

-mandoo' disse...

A objecção da máquina de experiencia quer transmitir-nos a ideia de que uma vida feita de experiencias ilusiveis, criadas de ilusões, nao tem o mesmo valor que a experiencia de viver a vida normalmente. Se nos optassemos por nos ligarmos a maquina seriamos um "Zé Ninguém" pois nao tinhamos caracteristicas psicologicas nem fariamos nada de util para a comunidade.

Anónimo disse...

A objeção da máquina das experiências mostra-nos que se nos ligarmos a ela não teremos "vida própria", viveremos de experiências ilusórias, não tiraremos proveito algum disso, podemos ser felizes naqueles momentos, mas esses momentos não são reais. Assim, é preferível vivermos a vida na sua realidade, pode esta ser constituída por alguns contratempos, mas também de bons momentos e aí sim, aí viveremos a realidade e aproveitaremos tudo de bom, sendo que somos felizes e conhecemos o mundo real.

Inês Ferreira 10ºD nº15

Anónimo disse...

A objecção da máquina de experiência é que se nos ligasse-mos a ela deixaria de sermos nos, passávamos a ter uma vida como queríamos, mas não éramos nós.

Anónimo disse...

Andreia Santos

Anónimo disse...

A objecção da maquina de experiências mostra-nos que uma vida se for feita por experiências ilusórias, mesmo nos dando prazer, não vale tanto como uma normal, com felicidades e infelicidades. Se nos ligássemos à maquina, a nossa vida seria uma farsa, uma coisa sem sentido.

Sofia Rodrigues

Anónimo disse...

Esta objecção diz que se nos ligássemos a maquina, viveríamos de experiências ilusórias, e nao teriamos identidade. nunca poderiamos saber, se vivessemos todos ligados a uma maquina de experiencias, se outra pessoa é simpatica, se e rude ou qualquer outra caracteristica psicologica, ou seja, nao haveria comunicaçao. as pessoas simulavam que falavam mas nunca falavam verdadeiramente, e isso acho eu, levarnos-ia a seguir com a vida e recusar-mos a ligar-nos a maquina, que embora nos possa proporcionar apenas experiencias apraziveis, tirava-nos o sentido total de viver.

Daniel nº10 10ºD

Anónimo disse...

A objecção da máquina de experiências mostra-nos que uma vida construída por ilusões, embora que aprazíveis, não é uma vida tão boa como uma vida real mesmo com os seus desgostos e desilusões.

Bruno Henriques Nº6 10ºD

Anónimo disse...

A objeção da máquina das experiências mostra-nos que se nos ligarmos a ela não teremos "vida própria", viveremos de experiências ilusórias, não tiraremos proveito algum disso, podemos ser felizes naqueles momentos, mas esses momentos não são reais.por isso e muito melhor viver sem estarmos ligados a maquina das experiências, porque assim sentimos as melhores experiências que a vida tem para nos dar.
Cristina Duarte nº9

silvia disse...

A objecção da máquina de experiências, é que vamos ter a noção que a nossa vida será uma ilusão, apesar de estarmos a ter a "vida de sonho", não é uma vida real.
Assim se nós aceitássemos ligar á essa máquina seria apenas pessoas sem identidade, sem termos capacidade de escolhermos as nossas opções. A opção de ligarmos a esta máquina, era aceitar uma vida monopolizada pelo homem.
Sílvia Sousa

Anónimo disse...

Aquilo que a objecção da máquina de experiências, é que nós devemos ter a noção que a nossa vida será uma ilusão, apesar de estarmos a ter a "vida de sonho", não é uma vida real.
Assim se nós aceitássemos ligarmo-nos a essa máquina seriamos apenas pessoas sem identidade, sem termos capacidade de escolhermos as nossas opções.


assinado catarina silva nº8 10ºD

Anónimo disse...

A objecção da máquina de experiência pretende mostrar que se optarmos por nos ligarmos á máquina temos que ter em conta que é uma ilusão, podemos estar felizes mas não é realidade, mas já se prosseguir com a vida que já tenho sei que é real apesar de as coisas não serem axactamente como pretendia.ass andre

Anónimo disse...

A objecção é que se estivesse-mos ligados à maquina a nossa vida seria apenas virtual; sentíamos aquelas experiências mas, na realidade não as vivia-mos.
Se estivesse-mos ligados às maquinas não passava-mos de meros corpos sem qualquer valor e características.
Se por sua vez não nos liga-se-mos à maquina teria-mos uma vida com menos experiências aprazíveis, mas estava-mos a viver a vida na realidade.

Anónimo disse...

Ângela Correia nº4 10ºD

Anónimo disse...

A objeção da máquina das experiências mostra que após a ligação com o computador (máquina das experiências), deixaremos de ser nós próprios. Passaríamos a ter uma vida de perfeita ilusão, onde não iríamos errar, não iríamos desiludir ninguém, resumindo iríamos ser o humano perfeito.
Mas tal coisa não existe, logo seríamos algo que não existe no “mundo real”, seríamos como uns fantoches pois iríamos realizar apenas os movimentos pretendidos.
Assim é preferível viver uma vida com obstáculos, na qual gradualmente iremos aprender a derrubar, do que uma vida que nada tem de real.
Susana Valério 10ºD nº26

Anónimo disse...

A objeção da máquina de experiências mostra-nos que se o hedonismo fosse verdadeiro teria-mo-nos de ligar à máquina de experiências visto que este se baseia numa vida rica em prazeres e até prazeres superiores que a máquina nos proporcionaria. Mas a nossa vida seria uma verdadeira farsa, uma vida virtual e não real. Assim o hedonismo é falso.


Andreia Santos nº2 10ºD

Anónimo disse...

A objeção da Máquina de Experiências pretende mostrar-nos que uma vida, mesmo repleta de experiências apraziveis, não será boa ou normal se todas as nossas vivências forem ilusórias, isto é, criadas por um computador.
Mesmo que enquanto estivermos ligados ao computador a nossa vida for incrivelmente boa cheia de felicidade e de tudo o que abicionavamos, nada dessa suposta vida teria importância se não fosse real pois não estariamos a vive-la mas sim a imaginá-la...
A nossa vida poderia ser perfeita mas não seria real, pois na verdade não estamos a vive-la mas sim a sonhar com ela, temos de escolher viver no mundo real mesmo que este não seja perfeito e existam coisas más, sempre podemos tentar fazê-lo um pouco melhor e isso faria com que nos sentissemos bem.
E nada é melhor do que a verdadeira felicidade. Em vez de sonharmos com uma vida feliz e perfeita podemos tentar tê-la e vive-la.

Francisca Silva
nº14/10ºD

Anónimo disse...

O que a máquina das experiências pretende mostrar-nos é que uma vida cheia de experiências boas e aprazíveis que é apenas uma ilusão não é melhor do que uma vida normal, com experiencias menos boas, pois ao ligarmo-nos à máquina seriamos apenas como que um objeto sem se mexer, ou seja não seriamos ninguém porque não tinhamos identidade estariamos apenas ali e ninguém nos conhecia.

Ass: Sílvia Marques nº23 10ºD

Anónimo disse...

A objeccao da maquina de experiencias quer mostrar que se nos ligássemos a uma máquina, mesmo que ela nos proporcionasse apenas experiencias aprazíveis e a ausência de esperiencias dolorosas, seriam apenas uma ilusão, não seria real, seria como um sonho comandado pelo homem. A nossa vida deixaria de ter valor e sentido. É bom que a nossa vida nos proporcione experiencias aprazíveis, mas também é bom fazer parte delas, ser o protagonista, uma vida nunca é perfeita. Se nos ligássemos a esta máquina deixaríamos de ter identidade, sem características psicológicas pois estaríamos a ser controlados pelo homem e seríamos apenas uma constituição de células imóveis condenados a uma vida irreal.É como se estivéssemos a sentir o prazer de comer um chocolate e na verdade não estarmos a comer chocolate nenhum, é claro que ninguém, depois de raciocinar, quer isto para a sua vida,mesmo que nos proporcione apenas experiências boas, portanto não nos devemos ligar a esta máquina.

Ana Beatriz nº1 10ºD

Anónimo disse...

A objeção da máquina de experiência quer mostrar-nos que uma vida constituida por experiências ilusórias, ainda que apraziveis, não tem tanto valor como uma vida normal. Se nos ligássemos à máquina seriamos pessoas sem identidade. Ligarmo-nos à maquina limitanos a uma realidade feita pelo homem.

Carolina Almeida nº7 10ºD