quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O RELATIVISMO CULTURAL



O meu nome é Ana Relativista. Aderi ao relativismo cultural ao compreender a profunda base cultural que suporta a moralidade.
Fui educada para acreditar que a moral se refere a factos objetivos. Tal como a neve é branca, também o infanticídio é um mal. Mas as atitudes variam em função do espaço e do tempo. As normas que aprendi são as normas da minha própria sociedade; outras sociedades possuem diferentes normas. A moral é uma construção social. Tal como as sociedades criam diversos estilos culinários e de vestuário, também criam códigos morais distintos. Aprendi-o ao estudar antropologia e vivi-o no México quando estive lá a estudar.
Considere a minha crença de que o infanticídio é um mal. Ensinaram-me isto como se se tratasse de um padrão objetivo. Mas não é; é apenas aquilo que defende a sociedade a que pertenço. Quando afirmo "O infanticídio é um mal" quero dizer que a minha sociedade desaprova essa prática e nada mais. Para os antigos romanos, por exemplo, o infanticídio era um bem. Não tem sentido perguntar qual das perspetivas é "correta". Cada um dos pontos de vista é relativo à sua cultura, e o nosso é relativo à nossa. Não existem verdades objetivas acerca do bem ou do mal. Quando dizemos o contrário, limitamo-nos a impor a nossas atitudes culturalmente adquiridas como se se tratassem de "verdades objetivas".

"Mal" é um termo relativo. Deixem-me explicar o que isto significa. Quero dizer que nada está absolutamente "à esquerda", mas apenas "à esquerda deste ou daquele" objeto. Do mesmo modo, nada é um mal em absoluto, mas apenas um mal nesta ou naquela sociedade particular. O infanticídio pode ser um mal numa sociedade e um bem noutra.
Podemos expressar esta perspetiva claramente através de uma definição: "X é um bem" significa "a maioria (na sociedade em questão) aprova X". Outros conceitos morais como "mal" ou "correto", podem ser definidos da mesma forma. Note-se ainda a referência a uma sociedade específica. A menos que o contrário seja especificado, a sociedade em questão é aquela a que pertence a pessoa que formula o juízo. Quando afirmo "Hitler agiu erradamente" quero de facto dizer "de acordo com os padrões da minha sociedade".
O mito da objetividade afirma que as coisas podem ser um bem ou um mal de uma forma absoluta — e não relativamente a esta ou àquela cultura. Mas como poderemos saber o que é o bem ou o mal em termos absolutos? Como poderíamos argumentar a favor desta ideia sem pressupor os padrões da nossa própria sociedade? As pessoas que falam do bem e do mal de forma absoluta limitam-se a absolutizar as normas que vigoram na sua própria sociedade. Consideram as normas que lhes foram ensinadas como factos objetivos. Essas pessoas necessitam de estudar antropologia, ou viver algum tempo numa cultura diferente.
Quando adotei o relativismo cultural tornei-me mais recetiva a aceitar outras culturas. Como muitos outros estudantes, eu partilhava a típica atitude "nós estamos certos e eles errados". Lutei arduamente contra isto. Apercebi-me de que o outro lado não está "errado" mas que é apenas "diferente". Temos, por isso, que considerar os outros a partir do seu próprio ponto de vista; ao criticá-los, limitamo-nos a impor-lhes padrões que a nossa própria sociedade construiu. Nós, os relativistas culturais, somos mais tolerantes.
Através do relativismo cultural tornei-me também mais recetiva às normas da minha própria sociedade. O RC dá-nos uma base para uma moral comum no interior da cada cultura — uma base democrática que abrange as ideias de todos e assegura que as normas tenham um amplo suporte. Assim, posso sentir-me solidária com pessoas que partilham comigo uma mesma comunidade, ainda que outros grupos possuam diferentes valores.
Tradução de Paulo Ruas Extraído de Ethics: A contemporary introduction, de Harry Gensler (Routledge, 1998)
TAREFA: Quais são os princípios em que se baseia o relativismo cultural? (Deixa a tua resposta na caixa dos comentários.)

14 comentários:

Armando ;) disse...

O relativismo cultural parte do pressuposto que cada cultura expressa de forma diferente. Dessa forma, trata-se de pregar que a atividade humana individual deve ser interpretada em contexto, nos termos de sua própria cultura.

Anónimo disse...

O relativismo cultural é uma teoria segundo a qual todos os factos morais são relativos a sociedades particulares (seres humanos). Sendo assim, um dos princípios em que se baseia esta teoria é que os factos morais resultam daquilo que uma dada sociedade aprova ou reprova, que pode não ser aquilo que a outra sociedade aprova ou reprova. Outro princípio é que, quando uma sociedade aprova uma prática e outra a reprova, não se pode dizer que uma delas tenha razão e a outra não.
Daniela Santos nº9 10ºD

Anónimo disse...

O relativismo moral defende que não existem verdades objectivas acerca do bem ou do mal, que por exemplo, quando dizemos o contrário, limitamo-nos a impor a nossas atitudes culturalmente adquiridas como se se tratassem de "verdades objectivas". A autora diz que na sua sociedade mal tem um significado e que em outra sociedade já pode ter um diferente significado mas que nenhum deles pode ser considerado errado, apenas cada uma se limita a afirmar e a defender , de acordo com os padrões da sua sociedade, O relativismo moral defende muito a ideia de que se por uma sociedade defender algo diferente da dele está errada e eles é que estão certos, mas que afinal o outro lado “não está errado” apenas partilham de uma opinião diferente e que por isso os relativistas culturais têm de aceitar também os diferentes pontos de vista de outras sociedades.
Márcia Teixeira,10ºD,nº19

Anónimo disse...

O relativismo moral interpreta os juízos morais em termos de aprovação social. O relativismo cultural diz-nos que a moralidade, tal como os hábitos alimentares, a cerimónia do casamento, varia de sociedade para sociedade. O relativismo moral faz a distinção do que é certo e o errado, o bem e o mal morais, são convecções estabelecidas em cada sociedade, como por exemplo: matar animais por diversão não tem nada de errado. Para o relativismo há factos morais, mas esses factos são instituídos pela própria sociedade. O relativismo cultural defende as seguintes teses: um juízo moral é verdadeiro numa sociedade quando os seus membros acreditam que é verdadeiro; é falso quando acreditam que é falso; os factos morais são relativos às sociedades, sendo diferentes consoante as diferentes culturas; «X é bom» ou «X é moralmente correto» significa «A sociedade aprova X»; «X é mau» ou «X é moralmente errado» significa «A sociedade reprova X». Ser relativista cultural significa estar disposto a defender que quaisquer regras morais que aceitamos podem ser inaceitáveis noutro contexto cultural.

Daniela Lima nº8 10ºD

Cristiana Lopes disse...

O relativismo cultural tem como principios: Os factos morais são relativos a sociedade, e nenhum deles está certo ou errado, são apenas diferentes e o relativista tem de aceitar essas diferenças e um juízo moral apenas é verdadeiro numa sociedade, quando as pessoas dessa sociedade acreditam que é verdadeiro e falso quando acreditam ser falso.

Anónimo disse...

O relativismo cultural defende que devemos acreditar em valores morais delineados pela sociedade. É verdade que podemos pegar neste princípio e convertê-lo numa objeção pois existem diversas sociedades que podem ter diversos pontos de vista em relação a um aspecto em comum. Mas nesse caso, o relativismo cultural reforça que devemos defender o que a sociedade em que estamos introduzidos acrdita e considera certo ou errado.
Por exemplo, a minha sociedade pode considerar o facto de se ser racista algo de errado, mas uma outra sociedade não. Neste caso terei de defender que o racismo é de facto errado pois os padrões da minha sociedade não aprovam tal coisa.

Iliane Soares nº12 10ºD

Anónimo disse...

O relativismo cultural é nada mais, nada menos do que uma teoria que defende que todas as culturas têm um valor e que nenhuma é superior á outra. Cada pessoa age de acordo com aquilo que lhe foi ensinado ao longo da sua evolução enquanto ser humano. Pensa e age de acordo com os valores que lhe foram ensinados, de acordo com os costumes da sua cultura, de acordo com o meio onde vive e, desta forma, não há quem tenha razão. Por tanto, entre culturas não há o certo e o errado, o bem e o mal, porque cada um age sobre o seu ponto de vista, tal como defende o relativismo cultural.
Ana Basílio nº2 10ºD

Anónimo disse...

O relativismo cultural interpreta os juízos morais em termos de aprovação social. Segundo esta perspectiva a correcção dos juízos e das normas morais é sempre relativa a uma dada sociedade e à cultura que nela existe. Para o relativista cultural o certo e o errado variam de sociedade para sociedade. Nada há que esteja certo ou errado independentemente das sociedades particulares, com
culturas diferentes, em que as pessoas vivem.
O relativismo cultural diz-nos que a moralidade, tal como os hábitos alimentares ou estilos de vestuário, varia de sociedade para sociedade. Sociedades com culturas diferentes têm uma moralidade diferente e nenhuma está mais certa ou errada do que as outras.

Inês Santos nº14 10ºD

Anónimo disse...

Segundo a perspetiva do relativismo cultural, a correção dos juízos e das normas morais é sempre relativa a uma dada sociedade e á cultura que nela existe. O relativista cultural acredita que o certo e o errado variam de sociedade para sociedade. O relativismo cultural diz-nos que a moralidade, tal como os hábitos alimentares, os estilos de vestuário, varia de sociedade para sociedade. Sociedades com culturas diferentes têm uma moralidade diferente e nenhuma está mais certa ou errada do que as outras.

Carolina Ferreira, nº1, 10ºD

Anónimo disse...

A partir do relativismo cultural podemos concluir que, a correção de juízos morais morais é sempre relativa, depende de sociedade para sociedade.
Cada sociedade tem a sua cultura, e embora estas culturas por vezes de sociedade em sociedade varie, não podemos dizer que uma ou outra defende ideias erradas, pois cada uma delas tem moralidades diferentes, não podemos dizer qual delas defende uma ideia certa ou errada.
Cada sociedade tem apenas de respeitar o ponto de vista de outras, mesmo que este seja completamente diferente daquele a que uma sociedade está habituada. Cada uma da sociedade age conforme aquilo que sempre lhe foi ensinado desde a sua existência.

Mariana Moitoso nº21 10ºD

Anónimo disse...

O relativismo cultural é a teoria que defende que todas as culturas tem um valor e nenhuma é superior ás outras. Cada pessoa age segundo a sua cultura. Entre culturas não á certo nem errado, pois cada um age de acordo com a sua cultura.

Andreia Santos 10ºD nº3

Anónimo disse...

O relativismo cultural defende que o bem e o mal, o certo e o errado e outras categorias de valores são relativos a cada cultura. O "bem" coincide com o que é "moralmente correto", logo “a sociedade aprova x”. O “mal” coincide com o que é “moralmente errado”, logo a “sociedade reprova x”. Mas como existem diversas sociedades com pontos de vista diferentes em relação a um único assunto facilmente podemos refutá-lo. Se vivermos numa sociedade que aprova a poligamia, então é certo para essa sociedade que a poligamia é correta mas se vivermos numa que não o aceita irei ter que defender que a poligamia é errada.

Daniel Lopes nº7 10 D

Anónimo disse...

Os principios que baseia-se o relativismo cultural os factos morais são relativos as sociedades,ou seja cada individuo age de acordo com as diferntes sociedades sendo diferntes as culturas.Entre o certo e o errado, a sociedade aprova ou reprova.
Ser relativista significa estar disposto a defender que quaisquer regras morais que aceitamos podem ser inaceitaveis em outo contexto cultural.
Dayana Gândara 10ª D N 20

Anónimo disse...

O relativismo cultural é uma teoria segundo a qual todos os factos morais são relativos a cada sociedade, ou seja, nenhuma sociedade tem a verdade moral absoluta e temos que respeitar as outras sociedades mesmo que sejam contra as nossas crenças. Cada individuo age de acordo com a sua sociedade e o que a maioria dessa sociedade achar correto, significa que nessa sociedade isso está correcto.

Bruno Henriques Nº5 10ºD